Olá pessoal! Falei que estou com tuuuudo,kkkkk. Pois é, este ano São Paulo está bombando de eventos legais, e o último que fui foi a 31ª Bienal de Arte. Este ano o tema é "Como (…) coisas que não existem".
Criada em 1962, a Fundação Bienal de São Paulo está localizada no Parque do Ibirapuera, na cidade de São Paulo, em um pavilhão emblemático da arquitetura modernista brasileira, projetado por Oscar Niemeyer. É uma das mais influentes instituições internacionais de promoção da arte contemporânea e seu impacto no desenvolvimento das artes visuais brasileiras é notadamente reconhecido. Desde a sua primeira edição, em 1951, foram produzidas trinta Bienais, com a participação de aproximadamente 160 países, 67 mil obras, 14 mil artistas e 8 milhões de visitantes. As duas últimas Bienais atraíram mais de 500 mil visitantes em cada edição, além do público registrado nas itinerâncias realizadas em diversas cidades do país, que na 29ª Bienal foi de 230 mil visitantes e na 30ª Bienal foi de 185 mil visitantes.
Eu gostei muito do tema, porque estimula a criatividade. Só achei que as obras estão bem polêmicas e com alunos fica meio complicado, mas no geral gostei do que vi. As obras estão bem criativas. Tem de tudo um pouco: pinturas, esculturas, colagens, instalações e videoarte. Todas buscaram refletir sobre temas polêmicos da nossa sociedade como guerras, meio ambiente,violência .
Eu (primeira a esquerda), Daniella, Simone e Aridne,
A única reclamação que faço é sobre o tempo de ver as obras com monitoria (como foi meu caso, que fui com um grupo escolar). Tivemos só 1 hora e 30 minutos, não deu para ver nem metade da metade! Como professora senti também que os monitores não fizeram o mesmo roteiro com todas as minhas turmas, isso complicou para eu trabalhar na sala de aula.
Resumindo....
Se for a Bienal vá sem monitoria, é muito pouco tempo para fruir tudo o que a Bienal mostra. Cuidado com crianças. Vá com sapatos confortáveis porque a exposição é grande e não leve mochilas.
Falei que eu estava a todo vapor né! Tenho tanta coisa para fazer até o final de ano que estou animada!
No meu aniversário me dei de presente alguns produtos artísticos (já mostrei aqui a borracha e a lapiseira borracha da Mono, que estavam entre eles). Estava com uma vontade doida de usar aquarela e sempre ouvi falar em uma máscara que protegia o papel da tinta deixando as partes brancas isoladas.
Nunca tive coragem de experimentar pois só tinha visto marcas importadas e bem caras e como em tese, não é um material extremamente necessário para fazer uma aquarela deixei pra lá. Só que desta vez navegando por uma papelaria on-line encontrei esta máscara da Corfix e resolvi arriscar.
Funciona assim; você passa o produto nas partes que quer deixar na cor original do papel, espera um pouco secar e depois pinta normalmente seu desenho. Terminado, você vai com a unha (que medoooo,kkkkk) ou com uma borracha de látex e vai esfregando para tirar o produto.
O produto é um látex. Isso quer dizer que ele vai ficar como uma cola emborrachada na sua folha. Ele é meio amarelado, mas podem ficar tranquilos, a cor no meu teste não interferiu na folha e no resultado final.
A textura do papel permanece, ele só protege e isola a área onde foi aplicado. No rótulo só há um aviso que se deve chacoalhar bem a embalagem antes de aplicar, lavar o pincel após a aplicação e não deixar a área por muitos anos com o produto (exagero da lerda aqui em desenhos,kkkk). Tentei tirar umas fotos da retirada do produto para vocês verem, mas não saíram lá estas coisas...
Se você vai passando uma borracha e a máscara vai enrolando, chega um momento que dá para puxar com a mão mesmo.
Aqui dá para perceber claramente como fica o papel, branquíssimo e protegido. Só quero deixar registrado aqui que usei um papel próprio para aquarela, bem resistente. Não testei em folhas de desenho mais normais,kkkk.
Aqui está o desenho depois de finalizado, diz alguns detalhes com o lápis de cor da Toison d'Or e com a caneta nanquim descartável da Faber. Resumindo.... Amei o produto, é uma frescura que ajuda e muito em detalhes na aquarela, com preço acessível, paguei 5 dilmas e cumpre o que promete! Cinco girassóis de Van Gogh para a máscara para aquarela da Corfix.
O desenho é para o cartaz da minha peça de teatro Uma donzela, um fantasma e muita imaginação Estão convidados desde já a ir me prestigiar no dia 21 de outubro, as 20h, no teatro Tupec, no centro cultural de Mogi Guaçu, S.P.
Sim, eu sei,
vocês devem estar bravos, eu sumi mesmo! Imagine alguém na correria e sem uma
internet que preste? #soueu
Para
compensar estou agendando dois posts, estes dias foi de intensa produção
artística! Aeehh!
Hoje eu vim
falar para vocês de uma nas minhas novas queridinhas, a lapiseira borracha da
MONO!
Descobri este
produto em comunidades de desenhistas e logo fiquei bem doida querendo
experimentar, pois é muito prático ter uma lapiseira de borracha tão fininha
assim. Eu uso aquelas de borracha grossa também e já vi muita gente sofrendo no
estilete cortando estas borrachas para fazer brilhos em cabelos, borrachas
micro que acabam em segundos e no caso de nós mulheres que usamos esmaltes pode
ser um problema, pois na maioria das vezes acabava riscando a folha de desenho
preto e branco (grafite) com meu esmalte vinho ou dourado,rs.
Com este produto meus problemas acabaram! Fiquei com um certo medo dela
não render nada por ser tão fina, mas isso foi uma boa surpresa, pois usei ela
na minha última encomenda, um desenho de lápis 6B de um casal de loiros, e usei
muito a lapiseira para dar brilho nos cabelos dos dois e gastou bem pouco na
minha opinião.
A embalagem onde vem duas de refil.
O refil de baixo que usei em um trabalho numa folha A2 e um novinho para vocês verem como rendeu!
O único
problema foi o preço, meio salgado, paguei 26 dilmas na lapiseira e 4 no refil.
Só que não me arrependo nenhum pouco.
Cinco girassóis de Van Gogh para
lapiseira da Mono!
Próximo post vou falar sobre um produto para aquarela, aguardemmmmm!
Olá artistas e arteiros! Um dos temas que adoro trabalhar em minhas aulas é o cinema, uma arte tão presente na nossa vida que muitas vezes só a pensamos como mero entretenimento e não o quão rica ela pode ser. Como professora tento abrir os olhos dos meus alunos e trabalhar a sensibilidade deles vendo as infindáveis possibilidades que esta arte oferece. Este ano mudei um pouco a minha didática de trabalho e se fosse por tudo aqui o post iria ficar enorme. Comecei explicando como surgiu a fotografia, desde experiencias como a câmara escura até as câmeras digitais. Trabalhei os elementos formais das artes visuais na fotografia para sensibilizar os alunos em relação a luz, textura, forma, linhas e cor neste suporte e como vão aparecer depois no cinema. Achei muita coisa neste site chamado Dicas de fotografia, vale muito dar uma lida nos textos! O cinema surgiu no final do século XIX, em 1895, na França,quando os irmãos Louis e Auguste Lumière
inventaram o cinema. Para
se chegar à projeção cinematográfica atual, muitos processos de investigação
foram feitos em relação aos fundamentos da ciência óptica. Já vem dos
primórdios da humanidade a necessidade de registrar movimentos através de
pinturas e desenhos nas paredes. Há aproximadamente sete mil anos atrás, no
oriente, os chineses já projetavam sombras de diferentes figuras recortadas e
manipuladas sobre a parede, um jogo de sombras, próprio do seu teatro de
marionetes. No século XV, Leonardo da Vinci realizou trabalhos utilizando a
projeção da luz na superfície (câmara escura). Mais adiante, no século XVII, O
alemão Athanasius Kirchner criou a Lanterna Mágica, objeto composto de um
cilindro iluminado à vela, para projetar imagens desenhadas em uma lâmina de
vidro.
No
século XIX, muitos aparelhos que buscavam estudar o fenômeno da persistência
retiniana foram construídos, este fenômeno é o que mantém a imagem em fração de
segundos na retina. Joseph-Antoine Plateau foi o primeiro a medir o tempo da
persistência retiniana, concluindo que uma ilusão de movimento necessita de uma
série de imagens fixas, sucedendo-se pela razão de dez imagens por segundo.
Plateau, em 1832, criou o Fenacistoscópio, apresentando várias figuras de uma
mesma pessoa em posições diferentes desenhadas em um disco, de forma que ao
girá-lo, elas passam a formar um movimento.
Criado
pelo francês Charles Émile Reynaud o Praxinoscópio foi um invento importante
para o surgimento do cinema. Este aparelho era um tambor giratório com desenhos
colados na sua superfície interior, e no centro deste tambor havia diversos
espelhos. Na medida em que girava-se o tambor, no centro, onde ficavam os
espelhos, via-se os desenhos se unindo em um movimento harmonioso.
Dentre
outros inventos, há o Cinetoscópio, inventado por Thomas A. Edison, que
consistia em um filme perfurado, projetado em uma tela no interior de uma
máquina, na qual só cabia uma pessoa em cada apresentação. A projeção precisava
ser vista por uma lente de aumento.
Olhem a posição do cidadão para assistir a um filme,rs.
Graças a Deus hoje os filmes são coloridos e já vem com o som. Os primeiros filmes eram em preto e branco e a música era tocada ao vivo dentro das salas de exibição. Os efeitos especiais do cinema em seu início eram em sua grande maioria mecânicos. Isto quer dizer que coisas precisavam pegar fogo ou explodir de verdade, as maquiagens e fantasias de monstros precisavam ser bem caprichadas pois não haviam ainda os efeitos digitais como temos hoje em dia. Um grande cineasta destes primórdios foi Georges Meliés. Ele fazia filmes de ficção cientifica usando toda a sua técnica de ilusionismo e muita criatividade. Criou vários processos do cinema como a sobreposição de filmes, o close, story- board e movimentos em slow motion. Seu filme mais famoso é Viagem à lua, de 1902.
Trabalhei com meus alunos o filme "A invenção de Hugo Cabret" que conta a história de Georges Meliés e eu achei muito fofo e didático! Se não assistiu ainda corre porque é excelente!
Passei outros vídeos que achei interessante e vou deixar aqui o link para vocês.
Stop-motion: técnica de animação que pode ser feita de diversas formas, com fotos, desenhos, etc. Acho este vídeo ótimo para entender quantas imagens são necessárias para criar um filme (conte a quantidade de bloquinhos de papel utilizados!).
Aqui é uma reportagem da rede Globo mostrando como os efeitos especiais foram feitos em alguns filmes.
Hoje venho fazer uma resenha sobre uma borracha que foi
altamente recomendada, a da marca japonesa Mono. Para quem nunca ouviu falar,
eles tem uma linha enorme e super recomendada de borrachas, cada uma com uma
função diferente.
A lapiseira ainda nem tirei da embalagem, aguardem um próximo post!
Acho que aí foi meu primeiro erro, a escolha desta. Para
começo de história, eu evito usar borracha ao máximo porque aquele farelo delas
me irrita. Dependendo da técnica de pintura e do papel algumas deixam rastros e
podem danificar o seu papel, alterando a textura e ficando aquela coisa que
quando observam o trabalho dizem; “hummm, tem alguma coisa estranha ali”! Pesquisando melhor, deveria ter comprado a Mono Non Dust...
Papel super branco de novo \ O/
Esta da Mono, na minha humilde opinião, se assemelha às da
Faber e Mercur de látex no quesito sujeira, esfarelou demaiiiissss! Imaginem o
meu desespero tentando eliminar todos os pedacinhos isso em uma folha tamanho
A2! Geralmente prefiro as borrachas plásticas.
Tirando o quesito esfarelamento, vamos ser sinceros e
afirmar, ela apagou tudinho, o papel ficou como novo. Até me surpreendi de ver
o branco original da folha,kkkkk.
Só quero lembrar que nenhuma borracha faz milagre pessoal.
Desenhistas de qualquer categoria, mas principalmente de desenhos artísticos e
ilustrações tem que maneirar na pressão do lápis na hora de esboçar.
Vale a pena a compra? Olha pessoal, paguei R$4,50 na minha. Achei até boa, só que com preço salgado. Recomendo muito para o pessoal que tem mão mais pesada, agora você que tem mão leve acho que não vale a pena não o investimento se uma da Mercur ou Faber pode fazer parecido.
Para quem gosta de ver duelos de borracha, achei divertido este post deste blog,kkkk.
Que saudades de vocês e do blog! Estou com a vida tão
corrida, com tantas novidades para postar aqui que acho que vou ter assunto até
o final do ano,kkkk. Ah, e com certeza vocês vão ter que me aguentar falando de
bebê, pois isto é uma das minhas novidades, minha gravidez!
Mas, voltando ao tema do blog, domingo passado não postei
pois estava em São Paulo para visitar a exposição do Castelo Rá-tim-bum.
Confesso para vocês que quando lançaram o castelo me senti meio traída, pois a
minha infância foi assistindo ao programa Rá-tim-bum. O castelo
pra mim seria uma espécie de traição com aquele programa tão legal, mas com o
tempo, apesar de não tão criança em 1994, kkkkk, curti muito o castelo!
A exposição é muito legal porém fica um aviso; vá com muita
paciência e protetor solar. Sim, as filas estão enormes. Pessoas especiais e
gestantes como eu conseguem passar na frente, mas o restante tem que aguentar a
fila. O pessoal da excursão só conseguiu comprar ingresso para o final da
tarde, mesmo chegando as 9h 30min. da manhã. Pelo jeito o pessoal da organização não
pensou que a exposição seria esse sucesso todo.
Sabe o que mais me impressionou lá? A simplicidade dos
materiais. Pois é, as vezes nós que produzimos cenários e figurinos ficamos tão
preocupados com a riqueza dos materiais que esquecemos que o mais importante
são os efeitos dos materiais. Dava para perceber algumas coisas feitas com
papel machê, E.V.A., costuras de overloque e croquis feitos com lápis de cor e
canetinha.
Para começar os fantoches, genteeeeeee, o Mau é feito de E.V.A. ! Eu geralmente fujo dele, acho chato de cortar, mas depois de ver isso vou rever meus conceitos! O efeito é fantástico tanto na tevê quanto ao vivo e o bom é que é barato e fácil de encontrar. O gato da biblioteca é feito de espuma repicada com tesoura para dar efeito de pêlo.
Os croquis foram feitos com materiais que nós temos como lápis de cor e caneta preta (acredito que seja a nanquim) e canetinhas. Adorei ver que os traços de Carlos Alberto Gardin também fugiram daquele esteriótipo de croquis de moda e se aproximaram da linguagem do mundo infantil.
Outra coisa legal na exposição é você poder ver o processo de criação até chegar no personagem final. Quantos estudos foram feitos! E tem gente que tem preguiça de desenhar e descobrir o melhor!
A mistura de materiais e texturas também é incrível, então pessoal, misturem sem medo de ser feliz. Criatividade e mistura é tudo no processo de criação. Tem muito mais na exposição, não ia contar tudo aqui né, kkkk. Até tenho mais fotos só que como muito gente não obedeceu às recomendações e tirava fotos com flash estou cheia de fotos horríveis. Então para quem gostou e quer ir pessoalmente a exposição vai até dia 12 de outubro (dia das crianças) no M.I.S. (Museu de Imagem e Som) de São Paulo. Mais informações no link abaixo http://www.mis-sp.org.br/icox/icox.php?mdl=mis&op=programacao_interna&id_event=1602